Eliminação em massa na Libertadores

Foto: AFP
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Sim, amigos, todo mundo – com exceção do Santos (com muito suor no México) – deu adeus à Libertadores. Fluminense, Grêmio, Internacional, Cruzeiro e Corinthians (na fase de grupos e de uma forma inexplicável) se despediram de maneira melancólica deste que é o torneio continental mais importante e desejado pelos clubes.

Boa parte destas eliminações ocorreu pela falta de um trabalho psicológico adequado nas equipes. A postura dos jogadores em campo oscilou do total desinteresse ao mais profundo nervosismo e desequilíbrio.

Especialmente nos jogos de volta, as equipes brasileiras demonstraram fragilidade psicológica, emocional e motivacional. Grupos que não se comunicam dentro de campo, apáticos e sem a garra esperada para os que almejam o título da Libertadores.

Se analisarmos as eliminações de forma individualizada, perceberemos que o Cruzeiro – visivelmente – não acreditou que o Once Caldas poderia reverter o placar do jogo de ida na Colômbia. Sob o olhar incrédulo da esposa Debora Secco, o meia Roger foi expulso ainda no primeiro tempo e deixou a equipe mineira com dez jogadores em campo. Expulsão esta que ocorreu numa falta no meio de campo e com uma violência inconseqüente e inexplicável. Dali para frente, o Cruzeiro acreditou que o 0 a 0 garantiria a passagem para a próxima fase. Sofreu dois gols e se despediu do campeonato. O time com a melhor campanha do torneio foi eliminado pelo de pior desempenho. Dá para acreditar?

O Fluminense praticamente não entrou em campo – acreditando que os 3 a 1 conquistados no Brasil teriam aniquilado com o Libertad do Paraguai. A crença era tão forte que gerou uma pane coletiva no grupo.

Inter e Grêmio não mostraram a raça e empenho do futebol gaúcho e também – de forma melancólica e precoce – foram embora da Libertadores.

Enquanto isso, os “mind labs” (laboratórios mentais com tecnologia de ponta e profissionais extremamente capacitados) rolam soltos no Barcelona, Milan, Manchester, Chelsea. Por aqui, a Psicologia do Esporte ainda sofre preconceitos pela desinformação e falta de valorização por parte de boa parte dos dirigentes e treinadores.

Foi uma 4ª feira de lições para o futebol brasileiro. A questão é: será que os alunos prestaram atenção?

4 comentários

  1. Caro Cozac!!!

    Creio que tenha faltado muito mais vergonha na cara do que psicólogo, pois não creio que um Once Caldas, um Libertad, um Penarol em falência, ou um Universidad possam utilizar desta ferramenta, são equipes que apesar de sempre disputarem Libertadores não são hoje equipes que possam almejar título. O próprio Penarol tradicionalíssimo vive do passado, e a equipe também é fraca, e ganhou de uma equipe que perdeu para o Mazembe então nem comemorar muito eles podem.
    Vergonha mesmo foi o Cruzeiro, pois o salto alto fez muita diferença!
    Viva a psicologia corinthiana, de secar os outros, kkkk.
    Um abraço!
    Francis Hime
    Pindamonhangaba – SP.

  2. Isto demonstra como o calendário brasileiro atrapalha os times, que deveriam estar focados apenas na Libertadores.

    E o SPFC, que disputou diversas vezes o torneio, e saiu campeão em 3 oportunidades, parece que perdeu o rumo, e tbm precisa de equilibrio emocional para tentar conquistar pela primeira vez a Copa do Brasil!!

    Do jeito que está, ganhando do Avai com gol contra dentro do Morumbi. vai ficar bem dificil !!

    Abraços

    Rodrigo

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