Verdão: a culpa é dos deuses do futebol?

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Amigos, confesso que pensei bastante em tudo o que tem acontecido com o Palmeiras e o momento correto para expressar minha opinião. Hoje, navegando pela internet, encontrei uma declaração do vice-presidente do clube, Roberto Frizzo, que me atraiu – mais uma vez – até aqui para expor algumas idéias. Disse Roberto: “Não estamos em crise. Não falamos nesse termo. Vínhamos de uma boa campanha e estávamos em finais de torneios importantes. O que houve em Curitiba foi uma fatalidade. Foi um dos mistérios dos deuses do futebol

Administração coerente, treinador equilibrado, time coeso, Psicologia Esportiva desempenhada de forma correta e contínua, atletas em harmonia, comunicação, integração e motivação em níveis produtivos agora tem outro nome. Os “deuses do futebol” substituíram uma porção de fatores – difíceis de serem encarados, percebidos e transformados  – e que ajudam a promover uma catástrofe sem precedentes.

O Coxa deu uma lição não só para o Palmeiras, mas para várias outras equipes. Não é um time com jogadores maravilhosos, craques nem, muito menos, astros. Um time copeiro, que joga unido, com peças integradas e um entrosamento raríssimo de se encontrar no futebol mundial. Após viver seus piores anos na série B do Brasileiro, o Coritiba voltou pelos braços do excelente treinador Ney Franco e hoje vive, talvez, os melhores dias de seu passado recente. Os atletas, juntos, formam (de fato) uma equipe de alto desempenho e não um bando em que cada um corre para qualquer lugar.

Parabéns à colega Flávia Justus – que há bons anos desenvolve o departamento de Psicologia Esportiva no clube. Flávia, além de traçar os perfis psicológicos, atua junto à Comissão Técnica, atletas e comparece no dia a dia com atividades e acompanhamento (tudo aquilo que falta ao Palmeiras e a outros grandes clubes do Brasil).

Parabéns ao Coritiba pela determinação, humildade, alegria, garra e lições que vem dando a muito time de ponta que precisa renovar e reconstruir seus conceitos.

O Palmeiras deve repensar vários pontos da gestão (dentro e fora de campo) para que possa reconstruir o elenco e ter uma campanha digna de sua história no Brasileirão 2011. Insistir em iniciativas que já demonstraram ineficiência é provocar (ainda mais) a ira dos torcedores e postergar as intervenções que, cedo ou tarde deverão ocorrer.

E isso, acreditem, os “deuses do futebol” não são capazes de mudar!

2 comentários

  1. OI Cosac
    tô indignado com Felipão e cia
    sua esdrúxula campanha e intervenções,
    um cara tosco ignorante, pra dizer pouco,
    q esqueceu o futebol em algum lugar
    no cardistão, tassistão, porrastão, ou um lugar do gênero
    e agora temos q lidar tb com os tais Deuses do Futebol
    q junto com árbitros e federações
    todos juntos armam uma campanha funesta
    para prejudicar o Palmeiras
    num aguento
    vou torcer para Portuguesa, pro Jabaquara, ou um time de pebolim
    assombra o império da idiotice q viceja no Palmeiras
    só não concordei com Vc, qnd enaltece o Coritiba
    não q não mereça,
    merece sim e q sem um orçamento vultoso
    faz um trabalho exemplar
    dentro e fora do campo
    só q o Palmeiras naquela noite
    não serviu de referência pra ninguém
    até o Unidos de São Simão ganhava do Palmeiras na 4a feira
    tem coisa podre fedendo no reino da Dinamarca
    é inadmissível inaceitável, pára tudo
    abs

    1. Caro Paulo, realmente o “há algo de errado (bem errado) no reino da Dinamarca” serve como cartaz para o Palmeiras desde meados da administração Belluzo. O incrível é que tem muita gente querendo a volta do Mustafá ao clube. Argumentam que – entre ações discutíveis – ao menos o time ganhava títulos. Imagine o homem crescendo num momento destes? Meu Deus! Abs, Cozac

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