Alessandro e a falta de olhos para a Psicologia do Esporte

SÃO PAULO, SP - 05.11.2013: TREINO DO CORINTHIANS - Alessandro na entrevista coletiva após treino do Corinthians no CT Joaquim Grava, para a partida contra o Fluminense, domingo (10), pela 33ª rodada do Brasileiro-2013. (Foto: Geovani Velasquez/Brazil Photo Press/Folhapress)
SÃO PAULO, SP – 05.11.2013: TREINO DO CORINTHIANS – Alessandro na entrevista coletiva após treino do Corinthians no CT Joaquim Grava, para a partida contra o Fluminense, domingo (10), pela 33ª rodada do Brasileiro-2013. (Foto: Geovani Velasquez/Brazil Photo Press/Folhapress)

Ao Alessandro, ex-lateral do Corinthians e hoje gerente de futebol do clube:

Existe uma área científica da preparação esportiva chamada “Psicologia do Esporte” . Garanto que não é nada parecida com o que aquilo que você imagina que seja. Sua opinião como ex-jogador acerca da Psicologia Esportiva deveria ser revista.
Se expandir seus horizontes e estudar um pouco e se atualizar – certamente irá repensar sua opinião contrária ao trabalho psicológico no clube. Alessandro, há, no mínimo, três vértices na preparação desportiva: física, técnica e psicológica. Não valorizar ou não reconhecer a base dessa pirâmide me parece um prejuízo imenso e que, ultimamente, tem demonstrado suas influências no plantel de Parque São Jorge.
Afinal, o que não faltam no time que você dirige são demandas psicológicas e emocionais. As falhas de Cássio e as falas dele denunciam isso. A falha do jovem zagueiro e o choro após a derrota para o Galo também demonstra que as emoções fazem parte do jogo e devem ser trabalhadas de forma séria, ética e justa.

A saída do Tite mexeu – sem dúvida – com o modelo de equipe que o próprio Tite implementou com muito trabalho e dedicação. Enfim, o Corinthians ainda não reconhece que a Psicologia Esportiva é uma importante aliada no trabalho de preparação individual e coletiva de seu plantel.

Enquanto Europa e EUA investem, apostam e reconhecem a Psicologia do Esporte como aliada nos clubes, por aqui, o preconceito e a desinformação continuam sendo a marca genuinamente nacional. Uma pena.

Um comentário

  1. Identifico no Tite habilidades de um “coach” mas com forte predominância do perfil de um instrutor, professor e de um pai enérgico mas justo e dedicado com todos,sabendo priorizar,valorizar e motivar o lado humano de cada jogador.Ele tem a persistência e capacidade de trabalhar o elenco no quotidiano,e não vejo nele traços de um grande estrategista como técnico de futebol.Poderíamos até ousar em dizer que na ausência de um trabalho psicológico profissional no clube,ele conseguia,com muito esfôrço,”quebrar o galho”.É bom lembrar que bastou circular rumores de sua ida para a CBF,o time dentro de campo começou a oscilar e perder a intensidade da regularidade tática,pois tecnicamente o elenco é muito limitado.Cassio começou a reclamar da reserva,,assim como Guilherme(com atuações pífias) e também Romero.O choro de Pedro Henrique foi o de um iniciante que não estava preparado,e talvez à partir de agora muitos críticos passem a dar razão ao Tite por não dar oportunidades aos jovens.A verdade é que Tite sempre comentou que é necessário formar e preparar adequadamente um jovem talento antes de exigir dele o que ainda não está em condições de proporcionar.E o choro de Luciano?E as falhas grotescas de Cássio?,que aliás admitiu publicamente estar passando por problemas pessoais.O erros vêm de cima para baixo,e penso que o Alessandro é apenas o reflexo do despreparo e falta de sensibilidade e conhecimento da direção sobre este tema,que na realidade continua sendo ignorado pelos cartolas brasileiros.

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