
Muito tem se falado sobre o Dunga nos últimos meses. E com razão. Se observarmos o passado dele como técnico, concluiremos facilmente que é um imenso equívoco colocá-lo novamente como comandante da Seleção Brasileira. Explico.
Dunga não ganhou nada (ou quase nada) como treinador nos (raros) clubes que dirigiu. Acumulou uma interminável série de derrotas e vexames à frente da Seleção (com exceção de uma conquista da Copa América).
A imagem preponderante, ao menos para mim, é a de Dunga abandonando o campo de jogo na Copa de 2010 – com os jogadores abatidos e caídos em campo – após a eliminação para a Holanda. Jogo, aliás, que perdemos no vestiário. A equipe vinha bem no primeiro tempo. Após a volta para o segundo tempo – eram onze jogadores absolutamente irreconhecíveis. Todos se lembram daquele naufrágio coletivo. Aliás, como esquecer aquela triste histórica recente de nossa combalida equipe nacional.
Dunga já demonstrou, por “a” mais “b” que não tem a menor condição de dirigir a Seleção. O que falta para ele ser novamente demitido? O mínimo de organização política da CBF. Eu disse “o mínimo”.
E a tal da meritocracia? Por onde ela anda nesse país das injustiças e contradições? Se analisarmos, através da meritocracia, Dunga seria um treinador de time do interior e, talvez, da A1. Nada além disso. Assim como diversos outros ex-jogadores que ingressaram na carreira de treinador de futebol. Por que, então, insistem num nome que – visivelmente – não deu certo na equipe? São várias perguntas. Algumas com respostas simples e óbvias. Já, outras, ficarão no vazio…
Seu comportamento e sua visão de atleta e ser humano residem em alguma época lá perto da década 30 ou 40. O pensamento pragmático cartesiano – as explosões de insegurança e agressividade – a passividade nos momentos de adversidade e as soluções mágicas e mirabolantes que não enganam nem um garoto de 11 anos que acompanha o futebol só depõem ainda mais contra a equipe e atraem a antipatia daqueles que, um dia, apreciaram aquele que já foi considerado o “esporte da preferência nacional”.
Além de Dunga, a esmagadora maioria dos jogadores que são convocados para defender a seleção não demonstram interesse, garra nem motivação. Muitos deles – se pudessem optar, certamente diriam “não” para a CBF. E os motivos são os mais variados. Entre eles, a “incomodação” que terão para não receber um tostão – e o perigo de se lesionarem e desfalcar as equipes milionárias que atuam na Europa.
Tá dando para entender o tamanho da encrenca?
Por outro lado, no atual cenário futebolístico nacional, apenas Tite apresenta os atributos básicos para montar uma equipe vencedora. Tite tem autonomia – boa comunicação, sabe se relacionar com os atletas – tem sempre a palavra certa no momento certo. É um líder nato e se atualizou e desenvolveu novos e atuais padrões técnicos e comportamentais no futebol.
Que me perdoem os corintianos – que não querem nem ouvir falar na possibilidade de perder Tite para a seleção – mas no futebol brasileiro de hoje, se considerarmos a meritocracia, conhecimento e autonomia correta e efetiva, apenas ele poderia dirigir a amarelinha.
.br
COZAC.VIRA ESSA BOCA PRA LA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Senhor:
Pense no seu Pais antes de pensar no seu Clube!
O nome do seu Clube sera internacionalmente mais conhecido e valorizado com uma Seleçao Brasileira forte e ganhadora!
Obrigado:
Penso que a seleção poderia ser formada pelos jogadores que jogam no Brasil com a inclusão de Neymar.
Mas vejo também que tanto a CBF com o conjunto de patrocinadores,não iriam concordar e permitir esta alternativa.O diferencial de Tite em comparação com a maioria dos demais que atuam no Brasil,é a habilidade de reunir e harmonizar as individualidades,construindo um conjunto que busca o mesmo objetivo.Mas para isto é necessário tempo e uma direção,gerência de futebol,comissão técnica,médicos e fisioterapeutas que
estejam no mesmo barco.Será que na CBF este cenário seria possível?
em primeiro lugar foi campeão gaucho com um time mediocre em cima do grêmio de felipao em segundo não foi so a copa america em cima da argentina favorita mas também campeão da copa das confederações em terceiro pode não ter experiência como técnico no mediocre futebol brasileiro mas estudou para ser técnico na europa e e muito preparado, tem uma das melhores pontuações em estatística, não esquecendo de suas vitorias contra uruguai e argentina e la nos seus respectivos países coisa que no centenário do uruguai não acontecia a mais de 4 décadas. seu pensamento e como de muitos brasileiros negativos que vão ao campo vaiar seu time…coisa que nunca sera vista na argentina por exemplo.
Sou corintiano e quero o melhor para o Tite.Ele é todo de bom, mas nós não queremos perdê-lo por hipótese alguma
.CBF é suja e nunca ou jamais a CBF ía deixar ele trabalhar de maneira honesta e convocar o jogador que ele acha que encaixe no seu sistema de jogo. Nós ficaríamos sem técnico e o Tite … Sei lá!?
Cozac, bom dia !!! Sou leitor assíduo do seu blog e fã do seu trabalho. Gostaria que escrevesse algo sobre o trabalho do Tite no Corinthians. Pelo que se vê, o resultado alcançado pelo time, independente de quem vista a camisa, é extraordinário e acredito que não seja só em função de treinos físicos e táticos: há algo mais !!! O que seria ? O trabalho de motivação, meritocracia, psicologia ?
Forte abraço e parabéns pelos textos.
Sérgio da Silva Costa – Orlândia – SP
Concordo que o Tite é a melhor opção para o Brasil, mas acho que ele já deixou bem claro que não quer ir para a seleção , acho que é perda de tempo ficar insistindo com ele, é preciso uma mudança geral a começar pelo presidente da CBF e quem sabe um técnico estrangeiro?
Senhores:
Boa Tardxe;
Eu creio que é necessario revolucionar o futebol Brasileiro, colocando homens integros e inteligentes para dirigir
a Seleçao Brasileira, si o Tite é o homem da situaçao que apresenta os requisitos necessarios para esta funçao ele precisa assumir o comando, apesar dos pedidos de Corinthianos que nao querem! O assunto agora é Seleçao Brasileira, nossa Bandeira, nossa Patria passa por cima de tudo! Vivo na França e na Europa o Brasil nao impoe mais nenhum respeito principalmente depois dos 7-1! Jogadores mimados e sem pêrsonalidade, treinadores mal preparados, dirigentes fracos……… Acordem…..
Concordo contigo, também vivo na Europa há quarenta anos e vi a imagem do Brasil se defasar paulatinamente nas últimas décadas. Iniciando com a disenteria misteriosa do Ronaldo em 1998 em Paris, depois o fracasso do Dunga na África do Sul e enfim a goleada da Alemanha no Brasil. O problema entretanto não reside nos Felipões e Dungas porém na estrutura corrupta de muitas áreas no Brasil. A política podre da CBF, de muitos clubes, a ganância humana de jogadores que não têm mais pátria porém conta bancária e naturalmente o famoso povinho brasileiro que vivi feliz com a cervejinha no domingo. Como se diz em alemão “o peixe começa a feder pela cabeça”.
No momento que deputados e senadores corruptos (no momento a maioria) deixarem o poder, dirigentes esportivos honestos poderão também ocupar as instituições e formular regulamentos benéficos ao esporte, calendários condizentes com a capacidade física dos jogadores e condições que permitam aos jogadores jovens permanecer mais tempo nos times de origem e servir com alegria a seleção brasileira. Isto tudo não é utopia, jovens portugueses, franceses, alemães e ingleses raramente são vendidos antes de completarem 25 a 30 anos. No Brasil, com 25 anos o jogador já se queimou fisicamente na Europa ou Ásia e já está voltando sem raízes para o Brasil. Enquanto essas estruturas corrompidas não mudarem, o Brasil não necessita de treinadores melhores que o Dunga. Por isso apenas (aviso, não sou corintiano) eu não queimaria mais um treinador como o Tita, que a propósito é inteligente e parece recusar sentar-se na catapulta.
Não há nenhum tipo de MERITOCRACIA no Brasil, em nenhum setor da sociedade brasileira.