Constatação: será possível…?

Neste final de semana, em um encontro familiar, ouvimos sobre a corporeidade individual ajustada à realidade individual e questionadora de nossa mediação na Educação Física Escolar.

Provoco os leitores iniciando pela afirmação do post anterior:

Compreender e usar a linguagem corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora da identidade.

As pessoas dialogavam sobre as oportunidades de movimento e a relação com suas vidas, prazeres e evolução. Muitas afirmavam que a prática de atividades físicas é uma necessidade mas, não na forma que é ofertada nas academias. Atividades enfadonhas, desprovidas de afetividade, emoção, em suma, sem prazer.

Uma das pessoas, com cerca de 70 anos, posicionou-se quanto a qualidade de vida e a associou ao prazer. Prezer que não encontrou na academia que frequentou por algum tempo, pouco ou pouquíssimo tempo. Encontrou prazer na dan;a de salão, se viu evoluindo em termos de habilidades motoras, capacidade de suportar esforços do dia a dia, alegria da convivência e prazer, muito prazer. Afirmou ao final, nada que a escola me exigiu me serviu para a vida. Apenas me distanciou da atividade física. Agora, com a dança, descoberta recente e tardia, vivo melhor com meu corpo e meus prazres.

Podemos pensar sobre esta declaração, ou não? Será uma motivação para a superação?

Daniel Carreira Filho

2 comentários

  1. As academias não estão preparadas e nem preocupadas em proporcionar prazer ao frequentadores. O prazer em praticar exercícios vem de cada indivíduo que encontra, de alguma forma, uma maneira de enxergar vantagens enquanto corre, nada ou “puxa ferro”.
    Pode ser que na terceira idade as coisas sejam diferentes, e o prazer da prática esportiva precisa estar mais presente e próxima ao aluno. O que faz os jovens e o que faz os idosos são coisas diferentes, e os resultados também. O prazer deve estar presente em grande parte da nossa vida, mas nos esportes é fundamental.

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