Comparar para excluir

Muitos de nós imaginam ou aceitam a premissa de que “nós humanos somos naturalmente competitivos” e, com este conceito, estabelecemos o processo de exclusão de nossos semelhantes.

Lembrem-se dos momentos vividos na educação básica e os processos de escolhas dos grupos para participarem de jogos, sejam eles quais forem, não nos limitando aos esportes institucionalizados.

Em nossa memória permanecem o reconhecimento dos/as nossos/as colegas de turma que eram, sistematicamente, rejeitados ou humilhados pela dificuldade em participar dos jogos, especialmente quando do docente valorizava o resultado e não a aprendizagem significativa.

Os modelos, denominados por metodologia de ensino, mantinham no jogo o grupo vencedor do encontro, relegando os perdedores a planos secundários ou terciários no grupamento de aprendizagem.

Já no ano de 1951, um docente francês que esteve em nosso país em várias oportunidades depois, Auguste Listellot, já apresentava a proposta de organizar os alunos de acordo com o nível de aprendizagem ou de capacidade de execução das tarefas propostas.

Mas, infelizmente, o modelo do esporte institucionalizado ainda é largamente utilizado em aulas de educação física escolar.

Há um grande número de docentes, em nosso país, que felizmente já superaram estes equívocos e estão oferecendo oportunidades aos alunos e alunas para o desenvolvimento da aprendizagem significativa e muito além das habilidades motoras ou físicas.

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